Logotipo oficial em inglêsHá quase oito meses, mais precisamente em 12 de abril, o site
CrystalAcids.com, que se intitula como uma "base de dados de produções e dublagens em inglês", divulgou que a dublagem anglófona de Powerpuff Girls Z seria feita por
The Ocean Group, de Vancouver, Canadá. Porém, desde essa notícia, se sabe apenas sobre a participação de 4 dubladores por enquanto, com apenas dois deles com personagens confirmados, de acordo com o AnimeNewsNetwork: Michael Dobson como Macaco Loco e Nicole Oliver como Srt.ª Bello e Kelly Sheridan dubla Himeko/Princesa.
Outro nome citado foi o de Michael Coleman, sem personagem definido. Obviamente, não se faz dublagem sem as vozes das protagonistas, e, enquanto nomes não forem definidos, não há tanta esperança de que a produção dê certo. Tomara que dê, mas, até isso, é preciso esperar.
Sobre a versão brasileira:O primeiro passo está dado. Falta agora definir qual estúdio de dublagem terá os direitos da versão brasileira. Obviamente, a expectativa é de que algum estúdio carioca seja o responsável, pois o desenho americano foi dublado na Cinevídeo (Rio de Janeiro), e também o que se espera é que o elenco original também seja mantido para os personagens que existem no anime, o que parece ser muito complicado. Claro que o interesse não é apenas quando as Superpoderosas Z chegarão, mas também quanto o Cartoon vai faturar, afinal, o desenho das Meninas Superpoderosas é a "galinha dos ovos de ouro" em termos de licenciamento do canal.
Tratamento dos episódios

É um mal hábito o preconceito com animês por causa das diferenças sócio-culturais entre oriente e ocidente, e cortes e adaptações não são bem-vindas pelos fãs. Nota-se que Geração Z não será como Naruto, que tem inegáveis cenas de violência (só que o pior esquartejamento foi o que a censura fez), mas o animê das Meninas não deve escapar de alguns cortes. O primeiro candidato a cortes é o episódio 4 (Meninas, Laços de Família) - parte 1, em que Ken aparece travestido por menos de um segundo.

No episódio 20, quando os Meninos Desordeiros nascem, os meliantes praticam travessuras passíveis de censura: urinar sobre pedestres e dar "arriba-saias" nas Meninas.
No episódio 36, Momoko está numa cena praticamente impossível de ir ao ar na íntegra por aqui. Vejamos o que vão inventar para retalhar o episódio. O pior é que essa é a cena principal no episódio. E ela está de calcinha hein?

Por fim, há no episódio 31 o "efeito boing" da Sedusa sobre Soichiro. A imagem fala mais que mil palavras:

Quanto ao nome dos episódios, é bem capaz traduzir direto do oficial em inglês (isso se não pegarem o animê pronto dos canadenses).
Nomes dos personagens
Hyper Blossom, Rolling Bubbles e Powered Buttercup devem sair, porque parece inconcebível trocar os já consagrados nomes brasileiros Florzinha, Lindinha e Docinho. Eu já havia citado no orkut uma simples solução: Florzinha Z, Lindinha Z e Docinho Z, e essa sugestão apareceu novamente num fórum. Além disso, os nomes com prefixos são ditos apenas durante a transformação das Meninas. Nas demais ocasiões elas são chamadas apenas por Blossom, Bubbles e Buttercup. De qualquer forma, não parece ser nada interessante que elas se transformem bradando "Hiperflorzinha!", "Lindinha Rolante!" e "Docinho Potente!".
São praticamente obrigados a ter o mesmo: o Prefeito, o Professor Utonium, Senhorita Bello, Senhorita Keane, Fuzzy Confusão, Princesa, Sedusa, os Meninos Desordeiros (Durão, Explosão e Fortão), Polvi, Ele e Gangue Gangrena (e quase todos seus integrantes). "Quase todos" porque Little Arturo é, ou pelo menos parece, uma menina, e foi dublado(a) por uma mulher.

Macaco Loco está faltando porque, na versão japonesa, ele ficar furioso ao ser chamado de "macaco". Logo, seria inaceitável ele ser chamado de Macaco Loco. O mais adequado seria preservar seu nome em inglês, Mojo Jojo. Sem falar que o Mojo Jojo encerra a maioria de suas frases com "mojô", o que também justificaria o nome original.
Falta na lista também o Trio Ameba. É um fato muito relevante no animê o nome Amoeba Boys (tradução literal do inglês: Meninos Ameba (como se todos fossem do sexo masculino)): quando o trio se apresenta, a ameba-fêmea Lady imediatamente replica dizendo que é uma garota. Não faria sentido a Lady falar isso replicando o nome Trio Ameba, mas sim Amoeba Boys. Portanto, o nome em inglês é o mais conveniente. Sejam machos ou fêmeas, é fato que na vida real ameba não tem gênero.

Vale ressaltar que o possível anglicismo dos nomes faria o animê perder em naturalidade e em respeito. É difícil de se aceitar, por exemplo, Momoko como Bertha, Miyako como Beatrice e Kaoru como Betty (exemplos tirados do episódio 68 das Meninas americanas, "Oops, I Did it Again").
Vozes da versão brasileira no original:Abaixo há uma lista com a maioria dos dubladores de As Meninas Superpoderosas, junto de uma previsão do que eles podem precisar, caso sejam chamados. Alguns deles estão ansiosos para essa nova e última oportunidade de emprestarem não só suas vozes, mas também suas personalidades ao seus personagens.
Iara Riça: desempenhou um ótimo papel como Florzinha por sua voz ser perfeitamente compatível. No entanto, como Momoko, ela precisaria distanciar a nova personagem da antiga porque Momoko é muito desinibida, fala mais rápido que a Florzinha, tende a se apaixonar de repente por qualquer rapaz bonito, é louca por doces e solta algumas pérolas.
Christiane Monteiro: fez a voz da Lindinha, o mais importante de seus trabalhos. Tem uma personalidade semelhante a de algumas de suas personagens. De fato, Miyako não tem tanta inocência e doçura quanto a Lindinha, mas não deixa de possuir e com destaque tais características, além de ser "lesada"/bobinha. O diferencial é que Miyako nasceu como uma humana normal, e desenvolveu essas "virtudes" como uma menina normal, e não como uma heroína nata. Seja como for, a voz da Chris é indispensável para o sucesso da Geração Z. Certamente ela fará seu melhor.
Luisa Palomanes: dubladora da Docinho. Muito boa em dublar personagens com comportamento flexível, como a Camila (Chiquititas 2000) e Lola (Lola & Virginia). Mesmo dublando personagens mais dóceis (Estelar, de Jovens Titãs), é perfeita em personagens temperamentais. É a melhor escolha para o papel de Kaoru.
Mário Cardoso: como Professor Utonium, teve uma atuação exemplar. Porém, diferentemente do novo Professor, o primeiro era um verdadeiro paizão. O novo professor não é pai das meninas, sua personalidade paternal (ou mesmo maternal) diminuiu muito, já que é pai apenas do Ken, apesar de tratar as meninas como se fossem de sua família.

Por o último não ser pai das Meninas, sua personalidade paternal (ou mesmo maternal) diminui em dose tripla, já que é pai só de Ken. Sua parte "careta" também diminuiu bastante, mas continua atencioso. Por fim, sua parte infantil foi transferida ao Ken. Nada que impeça o ator/dublador de ter um bom desempenho, caso seja
escolhido.
Domício Costa: sua voz combinou com o Prefeito de Townsville, e combina com o Prefeito de Tóquio também. A única diferença entre os dois Prefeitos é que o de Tóquio não é aquela figura bizarra e despreparada. Ainda assim, não depende só de si para governar a cidade.
Andréa Murucci: dublou sem problemas a Senhorita Keane. Se ela for chamada, só deverá não fazer a voz de "mamãe" usada para a então professora da pré-escola Carvalhinho.
Dilma Machado: foi impecável como Senhorita Bello. Tem uma voz compatível com a dubladora japonesa e, pelo menos, com o corpo da personagem, já que Bello continua a não mostrar seu rosto.
Jorge Vasconcelos: consagrada voz do Macaco Loco, teria que esquecer a imponência do personagem, se for fazer as vezes do afobado Mojo Jojo. Jorge dirigiu a dublagem do desenho americano na Cinevídeo, mas atualmente está apenas dublando. Poderia ajudar bastante se dirigisse o anime.